Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Para Ganhar de Muitos

Tendo me feito representante de Deus e ganhando pouco, fiz-me como quem serve para ganhar ainda mais.

Fiz-me como judeu para ganhar dos judeus, preguei a lei para ganhar dos que adoram viver debaixo da lei.
Fiz-me como fora da lei e preguei que fui um fora da lei para ganhar dos fora da lei.
Fiz-me como fraco usando de força para ganhar dos fracos. Fiz-me intelectual usei de muita informação teológica para ganhar dos sábios. Fiz-me até de louco para ganhar dos loucos. E fiz de todos os meios para sempre ganhar mais de alguns e de outros.
Eu faço isso usando o evangelho porque é a forma mais segura de me tornar participante das riquezas dessa terra.
Eis o segredo da minha prosperidade e vitória “ministerial”.

E ainda dizem que foi Paulo que ensinou. Tenho certeza que se ele pudesse ver isso se lembraria dos tempos de caçador de crente e mandaria açoitar e prender os usurpadores da fé. Se ele muito macho tinha coragem de entrega entregar a satanás imagine por em cana, kkkk.

*Porém, quem tem olhos para ver, ouvidos para ouvir e mãos para segurar a carteira faça isso!! Jesus já disse o que convinha a essas coisas: O que tenho eu com isso?



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Se há Bondade na Corrupção...

Certa vez meu filho de três anos me perguntou:

- Papai você me ama?

Eu:

- Sim meu filho, papai te ama muito

Filho:

- Mesmo se eu for teimoso, você ainda vai me amar assim mesmo?

Eu:

- Sim meu filho, não importa o que você seja, eu sempre vou amar você.

* “Se eu sendo mau sempre vou amar meu filho”. Como posso acreditar que um Deus que é amor e bondade vai se cansar de me amar. Esse Deus que cansa de amar não é o Pai de Jesus Cristo e nem tampouco o meu.

E antes que alguém venha com um miserável > Ele também é justiça, já digo que minha justiça é Jesus. Estou em paz e em paz me deito e logo pego no sono, porque tenho um pai que cuida de mim. E pronto!

* Mateus 7:11

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O Reino e uma Única Familia

Quem já leu algumas vezes os evangelhos, conhece as passagens clássicas da família de Jesus reivindicando seu direito de atenção ao membro Jesus. Estando ele a falar com a multidão chega sua mãe e irmãos e pedem que lhe chamem, interessante e surpreendente é sua resposta:

- Eis aqui minha mãe e meus irmãos.

Já ouvi um muitas falas sobre essa passagem. É impossível não perceber o que Jesus disse, dizendo para sua família. Ele não os maltratou, e não fez pouco caso deles, mas, estabeleceu um rompimento até então impossível de ser compreendido, vivido e até mesmo aceito. Ele deixou claro que não era monopólio, que não pertencia a grupos sejam eles quais forem, inclusive o grupo familiar fechado e exclusivo, que, não sei se inocentemente ou não a família dele quis estabelecer, até porque isso é comum no tocante ao convívio e expressões familiares.

O que percebo e entendo sobre aquele momento é que não é possível viver e compartilhar o reino enquanto me sinto e vivo como integrante fechado e privado de qualquer grupo que seja até mesmo da família. Jesus não era exclusividade e quis que sua família entendesse que eles eram iguais aos demais. Porém, isso é muito complicado e difícil, a todo instante somos reivindicados por grupos e sofremos pressões e cobranças, creio que mais expressivamente na família talvez por ser o nosso maior e mais considerado vínculo de relacionamento e responsabilidade.

Não sei se maior parte das pessoas consegue considerar outras pessoas como importantes e fundamentais tão quanto à própria família, só posso dizer que é muito duro não se permitir monopolizar. Esses dias tive problemas por que fui chamado de pai por alguém que me considera e respeita com tal, e pergunto? A que ponto chegou o controle de vidas, queremos estabelecer e impor como as pessoas devem amar e respeitar umas as outras, porém, não vemos essa cobrança quanto a falta de respeito e anulação do direito do outro de ser, mas, há uma imposição quanto ao que não se deva fazer no que diz respeito a amar, aceitar, acolher, receber e ter como participante do mesmo vínculo familiar.

Afinal, quem deveria ser considerado como irmãos, mãe, pai e família? É o laço genético maior que o amor, respeito, amizade, admiração, valor pela vida. Se fosse, não teríamos filhos genéticos matando pais, pais matando filhos, pais abandonando filhos, filhos abandonado pais, irmãos traindo e conduzindo a morte seu próprio sangue, mães parindo a boca das lixeiras. É fato, é isso que somos, irreconciliáveis, sem afeto, sem amor. Mas, com uma capacidade fantástica de sermos afetados pelo amor que emana do céu, do Pai, de Cristo.

Considerar alguém como parte nossa transcendendo as barreiras da genética, dos grupos, do sentimento elitista e mesquinho de pertencimento, a isso chamo conversão, a isso chamo viver, pois todo aquele que considera a si filho de um único Pai, deve considerar-se como irmão de todos.

O chamado para participar do reino implica nessa aceitação, nessa anulação de pertencimento sem deixar de pertencer, absorvendo outros não como estranhos e sim, como partes diferentes e indispensáveis de si mesmo. Lembrando que se importa obedecer a Jesus eu devo considerar que: “Assim nós, que somos muitos, [somos um só corpo] em Cristo, mas individualmente [somos membros uns dos outros]”; Amai-vos cordialmente [uns aos outros com amor fraternal], preferindo-vos em honra uns aos outros”.

Que nossa oração e vida prática seja “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti” nisso expressa-se a vontade de Deus. Que a minha vida seja desejando que onde esteja Jesus eu esteja com meus irmão do mundo todo independente do que sejam, pensem ou confessem. Assim todos verão, virão e crerão, pois “Ele deu-nos a glória que a Ele foi dada, para que sejamos um, como Ele e o Pai são um.

A única nova criatura que passa a existir em Cristo é aquela que começa e considerar que Nele, não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo, livre, membro privado de família, partido, grupo religioso...

E novamente fez a pergunta:

- Quem é minha mãe e meus irmãos?

E, olhando para o mundo todo os amando disse: - Eis aqui minha mãe e meus irmãos e toda a família de meu Pai.

Pois, Cristo é tudo em todos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amigos e a Vida


Dia 20/07/11 foi dia do amigo, apesar de não levar isso como algo mecanizado e nem considerar o apelo capitalista, gostei muito de receber mensagens e de poder enviar muitos sms e mensagens via rede social para muito amigos.

Entre as que recebi destaco o sms de um amigo que dizia assim:

“FELIZ DIA DO AMIGO! Para você também cara, quando mais precisei você estava aqui para me escutar, por isso hoje te tenho mais que um amigo, mas sim um grande irmão”. Fiquei pensando no porque dessa fala dele e lembrei. Há alguns meses atrás vi umas frases estranhas no status do msn, frases que foram usadas pelo Kurt Cobain nos momentos mais terríveis de suas depressões e conflitos pessoais, que me fazia sentir um terrível medo de que sendo ele fã e enfrentando problemas não viesse a fazer também a mesma coisa como solução para seus conflitos.

Passado alguns dias tive a oportunidade de falar com ele pelo msn, e então constatar meus temores, ele estava muito atribulado por vários problemas, e me falou que devia era morrer. Na hora em que li o comentário gelei e comecei uma fala com ele sobre o assunto. Como percebi que ele queria falar o deixei dizer tudo que sentia, ao fim do papo ele me agradeceu e no dia do amigo me mandou essa maravilhosa mensagem que encheu meu coração de alegria.

Fiquei pensando algumas coisas, ser considerado como irmão remetia-me ao grupo que fiz parte durante alguns anos, onde as pessoas consideram-se assim nem sempre por laços de amizade e respeito, mas, por concordâncias dogmáticas de sentido religioso, pensei que se não tivesse me conectado novamente com a vida e realidade, posto que estive ausente dela por algum tempo, sentiria falta desse amigo e irmão que talvez nem chegasse a conhecer, pois certamente poderia ter sucumbido a falta de alguém, não pra falar como aprendi, mas, para ser um simples ouvido ocular online [kkk].

Nos escritos do evangelho constam que os dons e a vocação ou chamado são irrevogáveis, os homens limitam e anulam seu chamado por dogmáticas, doutrinas e sistemas limitantes e incapacitantes da vida, entender os ensinos de Jesus é perceber que minha vocação é para viver a vida e amar o próximo onde quer que vá ou esteja.

Muitas vezes me entristeci pela arrogância e ignorância daqueles que compartilharam da graça que há em minha vida, enquanto afirmava as mesmas coisas que eles.

Hoje, muitos deles acham e dizem que nada mais há de Deus, por causa da minha mudança de endereço, é, mudei de endereço, não sou mais servo do sistema, sou servo da Vida sendo reconhecido ou não, sigo meu caminho. E a gratidão, respeito e alegria que recebo das pessoas, meus irmãos é minha recompensa para sempre.

Tendo Ele descido e subido, deus dons aos homens, lhes fez para independente de classe, partido, religião, cor ou o qualquer outra coisa, andarem sendo obra de misericórdia, amizade e amor a quem quer que seja.

O que temos e somos Nele não pode ser tirado nem roubado por quem não acredita que, O Vento sopra onde quer.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Discriminação, Preconceito Desimbecilize-se



Cada vez que fundamentalizamos ou absolutizamos qualquer coisa, geramos um ambiente doente e maléfico, roubamos a simplicidade da vida e criamos um caos que nos fará desejar que não exista, então, eu pergunto? Quem é o responsável? Quem tiver coragem admita sua hipocrisia, assuma a responsabilidade. Acabei de ler uma matéria sobre a 15° edição da parada LGBT que acontecerá em São Paulo, que antes de realizar-se já está coberta de “polêmicas” adivinhem o motivo, segundo a fonte da matéria eles se “apropriaram” de uma citação RELIGIOSA, lendo a matéria cheguei a citação que diz assim: “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!”

Meu Deus até quando? Isso é o que eu chamo de torpe, mundano e abominável, é preciso um mínimo de coerência para entender que as escrituras são relatos que nos mostram como dar vida e viver palavras que sendo só palavras, letras frias e mortas, são e estão impossibilitadas de gerar qualquer benefício que não seja a total e aberrótica IMBECILIDADE de quem as utiliza. Quem tem o monopólio das escrituras? Quem pode cobrar ou exigir seus direitos autorais ou magnificência de interpretação absoluta? Guerreiem primeiro entre si todos os que se julgam no direito exclusivo, quem sobrar vivo estabeleça à única e absoluta interpretação, [que nunca será absoluta, por ser a parte em partes] não há união nem entre os religiosos quanto a suas falas de Deus.

Se ela não for um direito da humanidade e uma maneira de perceber a manifestação do filho de Deus na história humana, ela só serve pra esse monte de baboseiras e idiotices, monstruosidades cometidas contra o ser humano por pessoas arrogantes e denunciadoras do final dos tempos, pois bem escreveu Paulo uma extensa lista sobre todos que se enquadram nesse pensamento e modus vivendí fanático e doente “Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. E sabe qual é a realidade, como usam os tais RELIGIOSOS, com a batida fala a Bíblia diz, está escrito lá e deixo para os que com certeza vão usar seu mundanismo teológico para julgar-me, “És inescusável, ó homem, quem quer que sejas que te arvoras em juiz. Naquilo que julgas a outrem, a [ti mesmo te condenas]; pois tu, que [julgas, fazes as mesmas coisas que eles]. Ora, sabemos que o juízo de Deus contra aqueles que fazem tais coisas corresponde à verdade. Tu, ó homem, que julgas os que praticam tais coisas, mas [as cometes também], pensas que escaparás ao juízo de Deus? Ou [desprezas as riquezas da sua bondade, tolerância e longanimidade], [desconhecendo] que a [bondade de Deus te convida ao arrependimento?] Mas, pela tua [obstinação e coração impenitente], vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do [justo juízo de Deus]”.

Já temos uma sociedade absurdamente hipócrita e moralista sem fanatismo religioso, pois, sabemos muito bem quem sustenta e fomenta o comércio da prostituição, e se banqueteia nos prazeres ocultos com os mesmos que são lançados na lama da discriminação.
Se vale lembrar a quem algum dia quiser ou conseguir observar o que está escrito nas cartas Paulinas, Deus em sua bondade e misericórdia encerrou todos debaixo do pecado para manifestar misericórdia sobre TODOS, também permitiu que cada um viva da forma que bem desejar, é fato, que o próprio Paulo afirma que aqueles que escolhem utilizar seus corpos de maneira incoerente consigo e com a vida, já tem da própria vida o que convém aos seus corpos.

Não estou aqui batendo palmas a qualquer atitude que vá contra a vida ou integridade do outro, isso inclui a religiosidade que tem se mostrado tão perversa a despeito do que afirmam da maneira de viver dos homossexuais [homoafetivos]. Salvo, quem tem compreendido de forma coerente e simples que sua manifestação de fé não deve gerar guerras, mas, meios de absorver em respeito e amor os diferentes e marginalizados com quem o próprio Jesus andou, sentou, conversou e comeu.
Eles mostram-se tolerantes e compartilhadores da fé que se expressa em um Deus que é Amor e como o próprio nome escolhido por eles do trio de desfile diz “O amor lança fora todo o medo”.

Discriminação, preconceito, falso moralismo, hipocrisia, justiça própria, partidarismo elitista religioso ou não, desimbecilize-se dessas coisas, isso sim é do DIABO.

Deus não precisa de legisladores dos tais juízos das escrituras, isso está reservado a Ele somente, mas, de quem possa amar ao outro como ele amou. Isso não exclui as diferenças sejam de quais naturezas forem, porque se amamos os que nos amam ou nos são iguais que louvor há nisso?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mentiras, doces mentiras!

É revoltante ver e saber que muitas pessoas perderão a paz e até a vida, nas mãos desses mercadores da morte, eles enganam, mentem, tudo em nome do capitalismo, em nome do lucro, não, não se engane eles não querem a sua felicidade, eles precisam coisificar você em escravos da moda, para isso eles precisam que vocês queiram ser “todos iguais, cabelos, sorrisos, gestos artificiais”* por isso que subjetivamente nos enchem de “idéias banais”*. Como somos tolos, eles vendem a felicidade em forma de produtos indefinidos e inacabados, aí caímos como patinhos na boca da raposa, nos gastamos em trabalhos e aflições para adquirir o produto “solução”, e sempre surgirá outro e outro... Eles te enfeiam, fazem você se sentir mal diante do espelho, usando seus fabulosos discursos te convencem que você não pode viver sem o produto-felicidade, então, você que até aquele momento nunca precisou dele, agora não consegue viver sem ele.
Não estou absolutizando nada aqui essa não é minha intenção, pois seria estúpido. Quero só que essas mentiras não consigam nos convencer que coisas são mais “importantes que a vida”.

Não se permita ser seduzido pelo discurso muitas vezes silencioso enxertados via lixo visual. Essa moda, NUNCA, NUNCA SERÁ inspirada em você, é só ser coerente e olhar-se no espelho, você não é e nem poderá ser jamais igual a essas pessoas. São escolhidas justamente por suas peculiaridades incomuns e únicas, chamadas sutil e cruelmente de MODELOS, eu pergunto? O que é um modelo? O dicionário on-line responde: Imagem, desenho ou objeto que serve para ser imitado (desenhando ou esculpindo), Coisa ou pessoa que é ou merece ser imitada. =exemplo. Eles usam a “máquina mortífera” do capitalismo para vender seus Jack-stripantes para desconfigurar você até que não mais se reconheça.

Se aceite, se ame, os produtos só serão complementos se eles servirem a você, pois se conseguirem te escravizar você será mais um fantoche na grande loja dos horrores. Você não precisa ser mais um rostinho fake-mente bonitizado e viciado narcisamente em uma aparência que será perseguida e nunca alcançada. Ser verdadeiro é ser você, ** “tire a máscara que cobre o seu rosto, e mostre seu verdadeiro jeito do ser, ninguém merece ser só mais um bonitinho, mesmo que seja estranho, bizarro seja você”. Porque inspirado em você somente você.

Estava terminado esse post quando entrei em um site e vi essa propaganda, não importa se você é considerado bonito ou não o que eles querem mesmo é vender produtos, e pra ser sincero, quem estabeleceu esse padrão de bonito ou feio? Porque ele tem que se aplicar a você? É lamentável e doente pensar que sou convencido a querer não ser eu mesmo.

* Gabriel, O pensador
** Pitty




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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pai, pequei...

É muito bonito ver meus irmãos evangélicos com seus discursos sobre Deus e o pecado, eles sempre vem com aquela mesma conversa, que Deus recebe o pecador mais abomina o pecado e blá, blá, blá, são irrepreensíveis quanto a esse discurso, lamento muito é o fato de ser um discurso munido de uma des-graça-da justiça própria, justiça essa que eu maleficamente apliquei, mais a vida dos outros do que a minha própria, é gente eu confesso, sou HIPÓCRITA, eu nunca havia sentido e nem aplicado a mim as palavras do mestre, pois, ser considerado com tal por outros, gerava de imediato uma subjetiva alusão as acusações do diabo, mas passar a crer verdadeiramente em Jesus e no que ele fez por mim, sem barganhas ou méritos, atrai automaticamente o vento desmascarador dos auto-enganos.

Eu gostaria muito de poder entregar a todas as pessoas esse pedido, mas, infelizmente não sei até onde meu mau fundamentalista e hipocritamente venenoso foi, porém, quem ler e tiver em si a disposição de perdoar-me que aceite esse pedido, pois é fruto de um coração sinceramente arrependido.

Peço perdão a Deus, pois, pequei contra meus irmãos e contra a vida, tornando-me o deus de mim, fui o diabo para muitos que ouviram muitas falas minhas. Perdão Pai, pequei mas não sabia o que fazia porém me arrependi, e estou com um desejo de ir não sendo mais veiculo de maldades falaciais.

Peço perdão a minha família, pois como pai zeloso e “homem de Deus” muitas vezes os julguei e oprimi, tudo isso em nome de “Deus e da sua obra”, coisa que o arrependimento e a graça me pouparam de não causar males ainda maiores.

Peço perdão aos meus irmãos, pois minha hipocrisia negou muitas e muitas vezes a fala Jesus que não apaga o pavio que fumega e nem esmaga a cana já trilhada, creio que molhei muitos pavios e devo ter espremido canas que quase não tinham mais o que dar.

Peço perdão a todos os não evangélicos que encontraram comigo no meu “momento evangélico” e tiveram seus ouvidos e alma bombardeados por argumentos humanos e mundanamente teológicos. Pois tentei passar com palavras vazias e de morte o que vocês já tinham como expressão prática de vida e evangelho.

Peço perdão aos meus amigos, pois lhes abandonei durante alguns anos, com desculpa de estar ocupado com a obra e as coisas de Deus onde não havia obra de Deus, pois com vocês esteve e está a obra o tempo todo, infelizmente não poderei repor o tempo que não estive junto de vocês.

Peço perdão a todos os irmãos que sofrem de alcoolismo, pois muitas vezes para não perder o horário já perdido, lhes negligenciei a misericórdia não os ajudando a chegar a suas casas.

Peço perdão a todos os meus irmãos homossexuais que durante algum tempo julguei como incrédulos e dignos do inferno, tenho aprendido muito sobre ser o que se é com vocês. Seus posicionamentos e certezas em fé alegram meu coração.

Enfim, peço perdão a todos que não mencionei aqui, seja conhecido ou desconhecido, pois não suportei olhar para o espelho e ver a sentença proferida por mim conforme minha própria lei interior, que contrastada com a lei da graça e do caminho.
Diz assim; que Deus amou a todos e estava em Cristo estendendo os braços a todos.
Pelo mesmo Espírito dessa graça me senti no dever de escrever essas linhas.
Amém!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Justiça! Somos Assassinos

É fato, eu não perdi nenhum parente ou amigo no dia 11 de setembro, e não sei o que é esse terrorismo formatado pelo USA, mas, ver a euforia em todos os veículos de comunicação alardeando a morte de Osama Bin Laden e os americanos em festa, foi algo estranho. Não consigo ver a morte, como solução de problemas ou como veículo da não violência, pois, seria necessário admitir que toda a humanidade deva ser morta, pelos mais sutis e terríveis atentados cometidos todos os dias contra a vida e o próximo. Dizer que justiça foi feita; o que é justiça então? Pois ela deveria proteger a vida, e não ser relativizada de forma tão maléfica, defendendo interesses não beneficiadores de um todo. Matamos os assassinos e dizemos que fizemos o que devia ser feito, mas o que nos tornamos? Justiceiros? Cumpridores de justiça? Qual, a nossa própria? É um fato inegável e a própria vida cobrará isso, “porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão”, todos os que fizeram isso na história da humanidade tiveram seu preço cobrado, cito, os que mataram fielmente durante anos em nome de Deus, foram para as forcas que eles mesmos construíram.
Ouvi o radialista dizer assim; um povo que se considera cristão, deveria pelo menos ter sido mais discreto em sua manifestação. E mais uma vez sou forçado a admitir, nada mudou, ainda enforcamos o Judas, ainda ordenamos o disparo do franco atirador, ainda servimos os cálices envenenados, cobramos pelo que é de graça... Os representantes do “divino” dizem que é com Deus que ele prestará contas, mas, os sorrisos de satisfação permanecem estampados em seus rostos, com a opinião pública não é diferente, afinal, a moralidade não é privilégio dos movimentos religiosos, ela tem seu espaço garantido no contexto social. Se importasse considerar, não foi permitido por Deus matar o primeiro assassino o que se dirá desse que não foi e nem será o ultimo. Amar inimigos não se alinha com comportamento de cristãos visto que Jesus não era moralista nem tampouco cristão, como é a religião, logo isso pode ser desconsiderado e validado pela mesma. É lamentável não perceber que assim como o choro pode durar uma noite ou até várias, inevitavelmente chegarão momentos de alegria, espero que esses dias de macabra festa não se convertam em muitos lamentos que ainda serão ouvidos por muito tempo.
Não cessem o clamor, continuem gritando, bradem nas praças, mas que seja verdadeiro e que seja uma denúncia séria em coerência com a vida.
Justiça! Justiça! Justiça! Somos assassinos!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A verdade vos libertará?

Ví esse trecho dos escritos de João em uma camisa e fiz-me a pergunta Pilatiana: O que é a verdade?
Já é demais ver trechos das escrituras vendidos agregando valor a uma roupa com a finalidade descarada de fomentar o sistema capitalista e selvagem, que consegue cinicamente comercializar o “sagrado”com pretexto absurdo de evangelismo.
E na ousadia de responder o que seja de acordo com a simplicidade do está consumado pergunto:

É a tal verdade?

- Deus é o Pai de todos amou o mundo e Cristo morreu por todos os seres humanos e a criação e não por um grupo seleto de pessoas.
- Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo não levando em conta as suas transgressões.
- Tudo está feito, nada há para que o homem faça em barganha com Deus para adquirir o que é graça.
- Somos simplesmente e totalmente agradáveis a Deus em Cristo e isso torna desnecessário todo e qualquer esforço humano para esse fim.
- A morada-igreja de Deus são pessoas e não construções-endereço de Deus.
- Todos os sacrifícios foram feitos uma única vez em Cristo e por Cristo, para a remissão de todos os pecados.
- Todos são imagem e semelhança de Deus em convergência em Cristo, por Cristo e para Cristo.
- Deus está no próximo, portanto devo-lhe de graça tudo que recebi de graça do Pai, nunca pagando em definitivo o amor que sempre devemos a todos.

Não?
Isso não é a verdade?
Se isso não é a simples verdade o que está fora disso conduzirá realmente a liberdade?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Misericórdia, nada mudou!

Minha dor é perceber Que apesar de termos Feito tudo o que fizemos Ainda somos os mesmos E vivemos Ainda somos os mesmos E vivemos Como os nossos pais... [Como Nossos Pais - Elis Regina]




Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Epistola de Pedro [I Pedro 1 : 18].


Voltando do trabalho no sábado, um cartaz afixado dentro do ônibus com uma figura de Jesus me chamou atenção, estava escrito assim 2° Misericórdia Brasil, convocando pessoas para um evento onde segundo o convite aconteceriam curas e libertação em dois dias de encontro com um sacerdote ministrador [Teólogo e exorcista profissional]. O mais indignante foi ver que as tais “bênçãos” seriam concedidas a quem pagar pelo ingresso de entrada a bagatela de R$ 15,00. É impossível não perceber que nada mudou, eles ainda cobram suas indulgências com máscara de benefícios e benevolência, será que haverá misericórdia para os que não têm o valor da bênção para pagar? Eles também poderão entrar e se beneficiar do que Jesus disse que sendo “graça” de graça fosse repartido. Duvido muito. É terrível des-graça que dois mil anos depois nada tenha mudado, os cobradores de impostos e taxas celestiais continuam seu mercado descarado e sujo mesmo depois de suas bancas terem sidos derrubadas pelo Mestre. Pior ainda são os tais filhos da reforma que não conseguiram levar a diante o “legado” daquele que chamam de pai, e manifestou a tal reforma justamente por conta da especulação financeira sobre o que não é negociável. O Evangelho vivo Jesus, conseguiu fazer com que o irmão publicano devolvesse as taxas roubadas de seus compatriotas, porém a religião re-formada só consegue hoje denunciar os cobradores de indulgências como forma de desviar os olhares de suas próprias taxas da prosperidade. Os filhos da reforma ainda disputam as 30 moedas para continuar traindo Aquele que de graça deu a dá a todos. Que se abram os olhos dos filhos de Deus, que não mais esperem que os anjos indulgentes e reformados lhe lancem nas águas da cura e libertação, congregando-os em torno de um poço onde não passam de bastardos. Quem tenham ouvidos para ouvir Aquele que diz, sê curado pega a tua cama e vai para a tua casa.


Escrito para o blog da mana Dri > Razão da Esperança

sexta-feira, 11 de março de 2011

Duas é demais...

Lavagem cerebral era a fala comum da minha mãe no ano de 2004 quando me envolvi com esse negócio de ser evangélico, ela falava isso constantemente, e eu o “escolhido servo de Deus” no começo fazia oposição ferrenha contra a “incredulidade” dela, defendendo a fé, defendendo o “caminho do Senhor”, a “igreja” de Deus. Tempo depois quando me sobreveio à suposta “sabedoria” passei a orar para que conhecesse a “verdade”.
Hoje livre das amarras da coisa, pelo menos de boa parte delas, vejo o quão ridículo foi tudo aquilo, é claro que sou muito grato pela oportunidade de ter passado por isso, e a única coisa que não me faz arrepender-se de morte, foram as amizades e os benefícios que fiz mesmo sem saber, para mim se houve algo de bom nesse “servir” foi isso, o bem, carinho e amor que aprendi a ter e cultivar pelas pessoas.
Uma coisa não me sai da cabeça, as palavras “sábias” e a “verdade” que estavam com minha mãe o tempo todo, como não pude perceber a similaridade de mais uma instituição que apenas tinha outro nome, falo outra, pois, em 1998 servi as forças armadas, e chegando lá passei por uma “conversão” tive que deixar de ser civil e tornar-me militar tão rápido como a “conversão” da tal “igreja”, eles nos desconfiguram totalmente, primeiro nos fazem sentir que “não somos” homens e que vamos lá para nos “tornar” [ser], depois nos submetem ao “terror psicológico” de pressão típico do meio militar, somos obrigados a uma maratona de comparecimentos, documentos, “confissões” sobre saúde, sobre nossa vida, uns são “rejeitados” e tem seus sonhos “frustrados” por um documento bizarro com as inscrições dispensado por excesso de contingência, outros que são “aprovados” têm que passar pelo processo de transformação [regeneração] do meio civil, perdendo logo de cara os “cabelos”, que nunca mais são os mesmos após sairmos, nos obrigamos a estar sempre com a “roupa apropriada” depois perdemos a “liberdade”, pois passamos tanto tempo lá que nossa vidinha se resume só aquilo, aí vem a “obediência” cega, pois aprendemos a obedecer sem “questionar”, os nossos tais “superiores”, pois, qualquer tentativa de questionamento é passiva de “punição”, pois os mesmos são “inquestionáveis” ainda que eles digam que somente ordens absurdas é que não podem ser cumpridas, eu me perguntava o que seria uma ordem absurda, em meio a tantas coisas sem sentido?
Passamos tanto tempo expostos a vida do aquartelamento e as “imposições” institucionais militares que, gradativamente e imperceptivelmente começamos a mudar nossa conduta e comportamento, algo que se manifesta rapidamente nas “falas”, passamos a usar todas as “expressões” de falas do contexto militar, tanto “dentro” como “fora” das dependências. Isso se torna parte tão integrante de nós ao ponto de nem darmos conta, isso tem a ver com a “aceitação” faz-se necessário “identificar-se” com o meio. Aquela acomodação e “adestramento” nos levam a “pensar e viver” como se aquilo fosse parte integrante e “indispensável” a nossa “existência”, achamos que não mais “conseguimos” viver “fora” daquela vida [caminho].
Então como em toda a instituição chega o dia da “prova”, conhecemos as mentiras, as falsidades, as sujeiras ocultas, a política que beneficia os safados, os corruptos, os peixes. Toda a casinha em que estávamos edificados se desfaz, somos descartados, os esforçados, são “dispensados” enviados para casa, pois, após darem o seu máximo são lançados fora como se nunca tivessem feito nada por ela, [úteis enquanto úteis forem, assim como me tornei dispensável pela segunda vez] enquanto os malandros continuam a desfrutar os benefícios alheios, fruto de suas espertezas, voltamos para casa desconfigurados, decepcionados e nos perguntando de que valeu tanto esforço se no fim, tudo aquilo que tínhamos como “verdade” e sonho tornou-se em castelo de areia na beira do mar.
Como pude ser “convencido” de que precisava de algo que “nunca precisei”, que minha vida e meus projetos só dariam certo se estivessem firmados naquilo, como pude pensar que eu não iria agüentar sair dalí, chorei, me amargurei e percebi algum tempo depois que existia “vida” “fora” daquelas “paredes”. E fiquei agradecido por ter sido só um breve período.
Anos depois voltei a perceber que a instituição é como um monstro, como uma força estranha, como os alienígenas do filme invasores de corpos, ela nubla você, te encanta, enfeitiça, como o canto da sereia que leva o navegante para a morte nas pedras pontiagudas e recifes de corais, ela muda de cara, muda suas falas, roupas, endereços e adereços, mas continua a mesma, fazendo estragos, continua enganando, mentindo, te convencendo que você precisa dela para “validar sua existência” para “dar sentido” a sua vida.
Meu Deus, quando Tú abristes [mais uma vez] meus olhos para a tua simplicidade eu percebi o valor e sentido das palavras de Cristo em Paulo quando ele nos disse: “Como, pois, [recebestes o Senhor Jesus Cristo], assim também [andai Nele], Tende [cuidado], para que ninguém vos faça [presa] sua, por meio de [filosofias] e [vãs sutilezas], segundo a [tradição dos homens], segundo os [rudimentos do mundo], e não segundo [Cristo]” é isso que essa instituição é, uma grande lavagem cerebral, um monstro que se alimenta de vidas e sonhos, que usa filosofias [teologias] e sutilezas [meias verdades em forma de absolutos] totalmente humanas e mundanas, envolvendo com seus tentáculos frios os homens e mulheres de boa fé. Eu sei que Cristo já nos alcançou mesmo antes de entrar na história, mas dizer que terão vida acimentados a tal instituição vivendo existencialmente não sendo. Não posso fazer tal afirmação, porém, quem achar que pode, aventure-se com sua alma nisso.
Quanto a mim, o que me restou foi tornar-me um enfermeiro em tempos de guerra, não luto na guerra, mas faço parte dela, acompanhando, recebendo, tentando ressuscitar alguns, colocar de pé outros, pondo anticéptico em feridas, procurando de alguma forma trazer de volta à vida e aliviar as dores na alma que são muitas. Prossigo sem saber até quando estarei vivo, e vivo sem saber o calibre do perigo, mesmo não sabendo de onde vem o tiro, sei que não estou só, por isso sigo caminhando pelo Caminho, não temendo os tiros e nem deixando-me deter pelas bombas que continuamente explodem vindas de todos os lados.

Fim da transmissão ...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sem Tempo na Vida

Há alguns anos chegando em casa após o trabalho, fui surpreendido pela ligação de um amigo que geralmente não me liga, confesso que essa ligação me preocupou de imediato por não termos o hábito de conversar pelo celular, a preocupação foi confirmada pela triste noticia do falecimento de um querido amigo. Terrível mesmo foi chegar ao velório e ver que todos os outros amigos estavam lá, e se me pergunta por que terrível, te digo que naquele momento me sobreveio algo perturbador, o amigo falecido morava a poucas ruas da minha casa e havia mais de seis meses que não nos víamos e sabe por qual motivo? Eu não tinha tempo. Meu coração quase parou quando a ficha caiu e percebi o pavor de não ter tempo para a vida, mas encontrar tempo para a morte.
Meu amigo estava ali sem vida, esteve tão perto o tempo todo e não aproveitei o mínimo em poder vê-lo com mais freqüência, todos os amigos estavam lá, muitos, há tempos sumidos exatamente por não terem tempo para os encontros na vida, não estou aqui menosprezando as peculiaridades, projetos e necessidades cotidianas e pessoais minhas ou de outrem, mas, nos aplicamos tanto em tantas coisas, para pagar coisas, comprar coisas, acumular coisas, aprender coisas, que esquecemos que “é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário” acabamos por perder a serenidade da felicidade simples de caminhar com os amigos olhando os lírios [flores], vendo os pássaros do céu, o pôr do sol, tomar um sorvete, dar boas risadas, aproveitar o momento do agora com pessoas importantes que não sabemos se estarão conosco amanhã, que quando partirem deixarão um buraco enorme em nosso peito. Continuemos com nossos projetos e sonhos, pois são importantes em nossa vida, só não permitamos que nossas “coisas” tomem volumes tão grandes que comecem a esmagar nossa vida e tirar-nos o tempo a ponto de só percebermos isso na morte, pois no fim das contas só levaremos o que está na bagagem do coração, e se o que há nessa bagagem são pessoas, teremos eterna companhia e não chegaremos sozinhos aos portões de entrada, teremos calorosa recepção.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Verbo se fez Carne


E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós,
e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
[João 1:14]

Muito se ouve falar que a Bíblia diz, a Bíblia fala, está escrito. Na realidade a bíblia mesmo não fala, homens falaram, escreveram. Mas qual o significado real dessas falas e escritos em nossa vida? O que realmente deve fazer sentido para nós? Convertemo-nos a Vida que é Jesus ou a um amontoado de escritos que faziam muito sentido para quem escreveu? Pois foram frutos de experiências de vida e contatos pessoais com o divino. É fato que a manifestação do Filho de Deus foi real, e ficou registrada na história e quem esteve com Ele viu a glória da expressão do ser mais humanamente divino e simples que o mundo acolheu.

Vivemos um momento em que se faz necessário e urgente a re-significação do que seja Evangelho. Porém como começar? Por onde seguir? Se perguntarmos aos “irmãos” certamente dirão que já estão no caminho, e quem poderá afirmar que não, e se afirmam é com base em que? Somente na segurança de pertencer a um grupo que se autodenominam servos de Deus? O Verbo, a Palavra não precisou estar escrita para somente depois ser considerada como Palavra, já existia como ação, antes de tudo, fez-se verdade revelada e vivida como existência, tornou-se humano, carne, atitude, sentir, cheiro, caminhar, tocar, expressão, amizade, perdão, misericórdia e amor gracioso.

Todo esse contexto da Bíblia só pode ser entendido e vivido através de tudo que Jesus viveu e ensinou, quando dizemos que o verbo se fez carne, precisamos compreender que em Jesus está toda a interpretação das escrituras, não são somente papiros e declarações a serem repetidas, mas, A Vida que se tornou humano e pulsante entre nós com uma única essência que pode ser vivida por todos os seres e culturas, chamada Amor. Se o Evangelho, Jesus não se tornar carne em nós transformando-nos em criaturas mais humanas e conectadas com a Vida onde Jesus está, Ele nunca cumprirá seu propósito de vida abundante. E será apenas palavras e teorias. Pois o que é Jesus, Evangelho tem que alinhar-se com a declaração do Evangelho vivo que diz: - A minha Palavra é Espírito e Vida. Onde há Vida e Espírito tem-se liberdade, expressão, singularidade, escolhas, satisfação, perdão, compreensão, direito de ir e vir, bom senso, se Jesus não ensinou e viveu isso, o que é Evangelho? Para que serve esse monte de livros chamado Bíblia?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

JESUS TE AMA!!

Há alguns anos quando supostamente me converti ao sistema evangélico, encontrei um amigo que ao me ver com as roupagens e indumentárias de crente, me perguntou: - Agora tu é crente? E sarcasticamente falou assim: - Jesus te ama, A paz do senhor. Eu fui embora mantendo a pose daquele que carregava a “verdade absoluta” e havia acabado de encontrar mais um perdido e agora tinha [mais] uma missão, orar para ele encontrar a salvação. Foi assim nessa sistemática de pensamento e vivencias engessadas da realidade e do contexto da vida que passei seis preciosos anos da minha vida.

Refletindo sobre o sarcasmo do amigo. Nunca havia conseguido perceber esse evangelismo batido do Jesus te ama que se expressa somente em exercício da religiosidade e cai na mesmice do farisaísmo que dá esmolas para se sentir quite com Deus, e bem visto pelos homens tentando mascarar a omissão de não amar verdadeiramente e nem tampouco se envolver na expressão da manifestação da caridade [o amor prático do bom samaritano]. Evangelho não são falas, e sim, vida, sinceridade, coerência, acolhimento do próximo em amor, misericórdia, perdão, não julgamento.

Com nossa conversão ao moralismo religioso, falas sem compromisso e desalinhamento com a vida, pensamos que convencemos e convertemos as pessoas, acreditamos que nossas falas e roupas são suficientes para enganá-las, talvez por algum tempo, até que a máscara cai. Jesus se envolveu com as pessoas, as conhecia, sentava e conversava com elas, comia com elas, bebia com elas, viveu uma vida comum com as pessoas da sua comunidade, [Coisas que não acontecem pelos supostos discípulos atuais que estão abstenidos da vida, comunhão comum com o próximo [seja ele quem for] e da humanidade do ser]. Fato que O levou a ser desacreditado por muitas delas, inclusive por sua própria família.

Não nos chamou a ser papagaios repetidores do que ele falou, mas disse enfatica e Paulo-atinamente sejam meus imitadores, ameis uns aos outros como eu vos amei, carreguem as cargas uns dos outros, perdoem as ofensas, não traiam, não mintam, não se vinguem, não sejam desonestos, não odeiem... Pois somente assim sereis considerados como filhos de Deus, não por obras, mas pela vivência coerente em amor entre os homens, salgando e iluminado com graça a vida de outros. Essa é a marca do discípulo que fala verdadeiramente sobre o que se é e quem se é, sem frases decorebas e performances vazias.

João em sua compreensão simples e alinhada com a vida, em graça nos deixou um norte para que pudéssemos nos situar na vida e nos relacionamentos, onde Deus realmente está que diz que nós; “sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte”. Todo aquele que é capaz de amar o próximo é discípulo de Jesus e seguidor do Evangelho ainda que nunca tenha pronunciado a palavra Deus ou Jesus. Deus amou o mundo de tal maneira e nos exorta em amor para que amemo-nos uns aos outros [esse é o evangelismo para o qual Jesus disse Ide], essa é a manifestação que ilumina a todo o homem que vem ao mundo, porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Isso se torna nossa inabalável segurança do amanhã eterno. Jesus morreu por toda a humanidade antes da fundação do mundo e não meramente por grupos específicos, portanto ama a todos os da confissão e igualmente os que nada confessam. Pois Nele, por Ele e para Ele somos conduzidos em, e nesse Amor a própria imagem e semelhança de Jesus Eternamente. Amém.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Há Vagas para os Limpos de Coração


“Bem-aventurados os limpos de coração porque eles verão a Deus“ - Jesus, O Cordeiro de Deus -

Nunca havia conseguido entender as declarações de Jesus no sermão do monte como sendo para os dias de hoje, isso porque aprendi de uma forma absurdamente estúpida a viver uma cultura da alma que transcende a vida, não levando em conta a realidade do ser humano e da vivência comum, como se todas as coisas relativas à existência terrena fossem pecaminosas e impraticáveis. Viver a vida na cultura “mística” da alma ignora totalmente a realidade de um Deus que se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e verdade, e vai contra a simplicidade da vida e ensinos do meigo nazareno, que em nenhum momento se objetou das coisas simples e frugais da vida, limitando se a fazer imitações das asceses João Batisticas.

Entender o ver Deus ainda nessa terra observando os ensinamentos diários de Jesus é um tanto absurdo para quem ainda não conseguiu perceber a essência reconciliadora do Reino, que se expressa na realidade de que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados”. Não adianta se esparramar em lágrimas nos guetos institucionais dizendo querer um coração igual ao do mestre, se meus olhos ainda estão contemplando a imagem de Deus como imundície do mundo. Há um desejo insano de tocar Deus, de buscar Deus, de caçar Deus, de receber poder de Deus, mas não há desejo de abraçá-lo, de amá-lo, de acolhê-lo, de vesti-lo, fazendo isso como Jesus fez; ao próximo, onde Ele se revela. É ao estigmatizado, é ao desvalido, ao marginalizado, ao simples que não poderia receber o nome de pobre, porque qualquer um a todo instante é tratado assim quando em desacordo com as demandas religiosamente pedradas.

Aqueles que esperam ver Deus somente em uma esfera superior, “em um céu branco com vestes brancas de brancas coisas” como algo transcendente e incomum coberto de glória e mantos esvoaçantes, terão a decepção apostólica de Felipe na resposta de Jesus; estou há tanto tempo convosco e não me tendes conhecido? Serão cobertos de pesar e vergonha como na poesia do Deus Negro de Neimar de Barros, quando tiverem que contemplar a face do mestre como a face do bêbado, do pobre, do vizinho, do homossexual, da prostituta, do ladrão, do assassino, do afastado institucional e muitos outros, que sem misericórdia foram lançados no mais profundo abismo da exclusão. Queres ver Deus? Há vagas para os limpos de coração que aceitarem que Deus está em todos, em tudo, e mesmo assim, ninguém lhe diz ao menos obrigado.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Achados e Perdidos


Porque o Filho do homem veio [salvar] o que [se tinha] perdido.

De coração partido, é assim me sinto cada vez que encontro um filho de Deus na rua, nos bares, jogados nos porões existenciais... E escuto suas amarguras, sentimentos de abandono e rejeição, é impressionante como todos são semelhantes em suas falas, foram ensinados [condicionados] que estar em Cristo e segui-lo tem relação com lugares, rituais, roupas, pensamentos, jargões, realizações próprias e aceitação de outros em seus ajuntamentos. Encho-me de “ira graciosa” quando um emissário da ignorância que se autodenomina servo de Deus abre sua boca utilizando-se de expedientes malignos para denominar qualquer um que seja de desviado, perdido, como se homens pudessem conduzir outros no caminho do Caminho [a saber, Jesus Cristo]. Ao passo que meu coração se pacifica quando percebo que os ditos desviados são transbordantes de graça, fé e simplicidade próprias do Cristo em quem crêem.

Guias cegos eram assim denominados por Jesus os que atendiam por fariseus [hoje atendem por outros nomes, mas, ainda são os mesmos], falsos santos, impecáveis em conveniências, moralistas, religiosos perversos, HIPÓCRITAS. Vocês não entram no Reino e nem querem que outros entrem.
Será que é tão difícil perceber na revelação perene do verbo humano, que Ele veio salvar o que se tinha perdido, veio buscar o que era, é, e sempre será Dele. Quando ele como pastor supremo da vida fala em buscar a ovelha perdida, como conseguimos não perceber que Ele veio buscar a ovelha que é Dele.

Então se fala de salvação, de aceitar Jesus para pertencer a Ele como se por falas o alcançássemos ou por obras pudéssemos tocá-lo, não são confissões, dogmas, teologias, esquemas humanos que tornam o homem pertencente a Deus, na realidade o mesmo nunca deixou de pertencer ao Pai, ele apenas pegou o que tinha e se opializou com a mentira da serpente, ficou fora de si, doidão mesmo, me perdoe Marx, ele sempre esteve certo, é isso que a religião faz, entorpece, vicia, engana, leva ovelhas a provar os cogumelos venenosos do auto-engano, da justificação por confissões, por obediência das sistemáticas empafiosas humanas. É terrível ver como a religião se tornou veículo de condenação mais do que tudo que o homem pratica e que não define mais a sua situação diante de Deus, pois o homem não é pecador por que peca e sim por ser ele mesmo pecado. Mas, graças a Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, Aquele que é justo e justificador de todo aquele que Nele crê, que se tornou pecado e se fez maldição por todos nós, que salva o homem principalmente de si mesmo, o reconciliando e não levando em conta as suas transgressões. O que não aconteceria, se o homem dependesse de si ou do outro para ser salvo.

Pela graça sois salvos e isso não vem de homem algum, é dom de Deus, favor de Deus, amor de Deus para os filhos amados que se anuviaram com as mentiras deste século. É só olhando para Jesus que se percebe que Ele é e Nele está a verdade. Pois o filho que volta não volta para ser aceito como filho e sim porque nunca deixou de ser filho, e no momento que não caindo em si [que filho é sempre filho] cai na do outro irmão a [religião] que diz que só é filho porque faz por onde ser.

Jesus vem salvar o homem do maior engano que se pode cometer contra a verdade de ser, o de pensar que se deixa de ser filho, e que é possível anular o amor de Deus por realizações pecaminosas. Pois aquilo que se vê, imagina- se e confessa- se como absoluto ainda é sombra e penúltima coisa diante de toda a última e definitiva realidade, o Amor, que é simplesmente de tal maneira.

Que nenhum homem esqueça que é mentiroso e que Deus sempre será verdadeiro, pois declarado está que “Não há um justo, nem um sequer, não há ninguém quem entenda não há ninguém que busque a Deus, todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado, mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas, isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem, porque não há diferença, porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus, para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus, Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. É porventura Deus somente dos judeus [dos que se fazem herdeiros por mérito]? E não o é também dos gentios [dos que herança nenhuma tem segundo os homens da religião por estarem fora da confissão]? Também dos gentios, certamente.”

Sintetizando os fatos a luz desta verdade fica assim:

- Achado: é aquele perdido que sempre foi sem precisar ser segundo o sistema religioso, que está reconciliado pela Cruz [Amor: graça, perdão e misericórdia].
- Perdido: é aquele que se sente achado segundo a própria justiça e merecedor da filiação pelo que faz e não pelo que Jesus fez por todos na Cruz.

Dúvidas? Leia os evangelhos a partir do Verbo que se fez Carne.